Equipe do SESI Agudos disputará Olimpíada na Hungria

SESI Athena conquista bicampeonato em Etapa Nacional e vaga para a competição mundial, em novembro, em Györ

 Por: Marcelo Ferrazoli, SESI Bauru
01/10/201911:07- atualizado às 17:53 em 08/10/2019

A equipe Athena de Robótica do SESI Agudos tem motivos de sobra para comemorar. Além de ter conquistado o bicampeonato da Etapa Nacional da World Robot Olympiad (WRO), realizada em agosto, no SESI Presidente Epitácio, a Athena carimbou a vaga para disputar, pelo segundo ano consecutivo, a final mundial da WRO 2019 em Györ, na Hungria, nos dias 8 a 10 de novembro.

Liderada pela técnica da equipe Patricia Mattioli e composta pelos jovens alunos Gabriel Henrique Lúcio da Silva, Rebeca Eusébio Bettoni e Wendell Turcinelli Pires, os três com 13 anos, a equipe venceu a Etapa Nacional da WRO com o projeto IBS Plus, Sistema de Ônibus Inteligente (em português).

“O objetivo é que os alunos construam protótipos robóticos para solucionar problemas do mundo real. O objetivo nestas participações vai muito além do robô, pois auxilia os jovens a adquirir habilidades do século XXI, como o desenvolvimento do pensamento criativo e inovador, e ajudando a introduzir o conceito de ciência moderna em atividades educacionais”, ressalta Mattioli, que é técnica/analista em informática.

Mattioli acrescenta que para chegar à conquista, na disputa contra outras 70 equipes na categoria Open Junior (Junior High - 13 a 15 anos), o que não faltou foi dedicação, superação e espírito de equipe. "Fiquei muito feliz com o resultado, visto que é a nossa segunda participação em um torneio mundial da WRO.”

Já os estudantes, em entrevista ao portal da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), detalham as características do projeto IBS Plus. “A proposta tem vários mecanismos e contempla pontos de ônibus ligado a um ônibus inteligente. O projeto é voltado para todos que utilizam o transporte coletivo, inclusive pessoas com deficiências, pois o ônibus conta com rampa para cadeirantes e sistema braile”, frisa Rebeca.

Já Gabriel ressalta que o IBS Plus também propicia que os usuários interajam com o sistema. “As pessoas vão reconhecer que é um sistema inteligente graças aos mecanismos existentes no ônibus e nos pontos. Você pode interagir com o painel no ponto e, assim que entra no ônibus, também poderá fazer várias interações a partir dos sensores e dos mecanismos, pois foram feitos com sensores e motores”, explica.

Por fim, Wendel enfatiza que o sistema, além de trazer melhorias em termos econômicos e sustentáveis, também é pensado para os ciclistas. “Fizemos muitas pesquisas e notamos que um dos grandes problemas para uma cidade ser inteligente é a questão da mobilidade urbana. Por isso, pensamos em construir um robô que melhorasse essa questão em termos econômicos e sustentáveis. O projeto também foi pensado para os ciclistas, que têm muita dificuldade no armazenamento das bicicletas e, para eles utilizarem nosso ônibus, pensamos em um porta-bicicletas para eles as transportarem.”

Expectativas para Hungria

Competindo contra equipes de 68 países, em 2018, na Etapa Final da WRO disputada na Tailândia, a Athena, então formada pelos estudantes Raul Micheletto, Giovana Siqueira e Rebeca Eusébio Bettoni, terminou em 8º lugar.

“Foi um resultado muito expressivo para a equipe e para o SESI. A oitava colocação representou um grande avanço, já que o torneio, normalmente, é dominado por equipes do mundo inteiro e outras com muita experiência”, destaca Mattioli.

Já para a Etapa Final de 2019 em solo húngaro, a técnica da Athena explica que o projeto a ser apresentado ainda está em fase de aperfeiçoamento, mas que será voltado para atender pessoas com distúrbios de movimentos, como, por exemplo, as que tenham a doença de Parkinson. “Ele tem de se enquadrar na temática escolhida para a competição deste ano, que são as Smart Cities, ou Cidades Inteligentes”, diz Mattioli.

Robótica no SESI-SP

A rede de ensino SESI-SP promove o acesso à ciência e à tecnologia para os estudantes do Ensino Fundamental e Ensino Médio por meio de aulas de Robótica e Programação, entre outras ferramentas, despertando nos jovens o espírito investigativo, promovendo a pesquisa, colocando-os em contato com conceitos de Engenharia, Física e Matemática e desafiando-os a solucionar problemas complexos e contextualizados.

A introdução da Robótica na mais tenra idade prepara os estudantes para o futuro, tendo em vista que conhecimentos na área de tecnologia e inovação são diferenciais para o mercado de trabalho e a vida profissional. “Na Robótica, o aluno aprende desde cedo a lidar com os próprios limites e a conviver com a frustração: entender que erros são normais e que o que vale é participar, lutar e aprender com esse erro. Esse é um desafio inerente ao processo de aprendizagem e convívio social. Além disso, ao desenvolver um projeto, o aluno aprende a ser paciente e disciplinado, pois vê na prática que as coisas nunca acontecem de imediato: é preciso planejamento e as tarefas devem ser resolvidas uma depois da outra”, enfatiza Mattioli.

Para a técnica da equipe Athena, é notório o progresso dos estudantes nas questões comportamentais. “O convívio em grupo, apresentação para o público e as Olimpíadas desenvolvidas nessa área permitem que os alunos melhorem a oratória e a articulação de ideias, diminuindo traços como a timidez, tendo mais responsabilidade na vida escolar e gerando impactos na aprendizagem do aluno muito além dos conteúdos curriculares. “É uma oportunidade para as crianças e adolescentes aprenderem de uma maneira mais prática, facilitada e divertida”, conclui Mattioli.

A partir da esq., Rebeca, Patricia, Gabriel e Wendell com o troféu e medalhas conquistadas na Etapa Nacional

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